​Depois de um primeiro filme que dividiu opiniões ao focar em personagens inéditos e “treinos” burocráticos, “Mortal Kombat II” chega aos cinemas com o pé no peito. Sob o comando de Simon McQuoid, a sequência não perde tempo: o tom é mais confiante, as cores são mais vibrantes e o sangue, para a alegria dos puristas, jorra com muito mais criatividade.​

O grande trunfo desta vez é a escalação de Karl Urban como Johnny Cage. Urban entende perfeitamente a proposta, entregando um astro de ação decadente que transita entre a arrogância e o heroísmo com um carisma que faltou no longa anterior. Ao lado dele, Adeline Rudolph como Kitana traz a carga emocional necessária, enquanto Shao Kahn (Martyn Ford) finalmente impõe o medo que um vilão desse porte merece.​

Se o roteiro de Jeremy Slater ainda sofre com a quantidade imensa de personagens e reinos para apresentar, ele compensa com um ritmo frenético de “energia de arcade”. As lutas não são apenas porradas genéricas; elas são eventos estilizados que referenciam os golpes clássicos dos jogos sem parecerem datadas. O filme abraça o lado “campy” e absurdo da franquia, transformando o que poderia ser ridículo em entretenimento puro de primeira linha.​

Mortal Kombat II é o filme que deveríamos ter recebido em 2021. É barulhento, sangrento e assumidamente fã do material original. Uma evolução necessária que coloca a franquia de volta nos trilhos das grandes adaptações de games.

​Ficha Técnica:​

Direção: Simon McQuoid

​Roteiro: Jeremy Slater​

Destaques do Elenco: Karl Urban (Johnny Cage), Adeline Rudolph (Kitana), Martyn Ford (Shao Kahn), Lewis Tan (Cole Young) e Hiroyuki Sanada (Scorpion).​