A convite da produtora Time For Fun, uma das maiores empresas no seguimento da produção de eventos, fomos a São Paulo, participar de uma coletiva com o grupo Judas Priest, e testemunhar o pontapé inicial da turnê nacional dos britânicos e seus conterrâneos do Whitesnake. A “gira” já passou por São Paulo e Rio de Janeiro, e agora é a vez de Belo Horizonte dia 13/9 e Brasília em 15/9 curtirem o heavy metal com duas bandas clássicas do estilo.

A viagem foi super tranquila, São Paulo é um destino que sempre agrada e reserva boas surpresas, como bater um papo delicioso e descontraído com o glorioso atleta Dadá Maravilha, hospedado no mesmo hotel que eu estava, mas como o assunto não é futebol, vamos ao que interessa.

 

COLETIVA

A coletiva foi interessante, Halford e cia simpaticíssimos responderam algumas perguntas antes de se concentrarem para o show. A primeira delas se tratava do fim do Judas, o vocalista foi categórico, não é uma turnê de despedida, estamos nos despedindo das grandes turnês, não vamos parar, fizemos tudo até hoje da forma que conseguimos, mas precisamos descansar, ficar em casa e vamos continuar fazendo shows, mas sem grandes turnês como tem acontecido por quarenta anos.

Sobre a experiência de tocar no Brasil, o baterista Scott Travis lembrou a primeira vez no país, durante o festival rock in rio, considerando a experiência lendária e fantasticamente fu****.

Halford falou sobre o disco novo: Grande parte do material está sendo composto, trazendo o extraordinário Richie (Faulkner, guitarrista) para essa mistura, vai ser um clássico disco de metal do Judas, muito ambicioso, com canções 14 minutos, ainda não está pronto. Não sabemos até onde pode chegar, mas sabemos que podemos esperar muito porque tem muito da receita da banda ao longo desses anos.

Sobre essa turnê, o vocalista disse que é uma turnê que vai agradar em cheio os fãs, porque é realizada com carinho, e preserva a memória do Judas do início até hoje, incluindo o memorável álbum Painkiller. É uma turnê gigantesca, sucesso na Europa, passou por vários países, já dura meses, é enlouquecedora. Os fãs atentos comentam e divulgam no youtube, facebook e myspace, então, está sendo excitante e é indescritível fazer esses shows no Brasil.

Para finalizar, pedi a Halford que desse um recado para os fãs de Brasilia.

Imagem de Amostra do You Tube

Brasília? Sim, nunca estivemos em Brasília e nem em… – pergunta o nome da outra cidade. O produtor responde: Belo Horizonte  –. Halford sorri e diz que não consegue dizer esse nome, mas diz que vai ser excitante, pois em quarenta anos de banda, o Judas ainda consegue ir a lugares que nunca foi antes, então ele diz que devem ter muitos fãs em Brasília e no outro lugar. É excitante, viajar e encontrar lugares e fãs pela primeira vez, é sempre legal fazer essas visitas, como em Brasília. É a Capital do Brasil né? Vai ser incrível e excitante!

 

ESTRUTURA

Estava com saudade da estrutura grandiosa dos shows em Sampa. Em Brasilia ainda falta um lugar para a montagem de grandes palcos, verdadeiras cidades repletas de luz e som, problema que será resolvido em breve com a construção do estádio Nacional, e vocês não venha com churumelas porque é a verdade, na cidade não tem futebol, então, aquela construção vai virar uma linda casa de shows internacionais.

O cuidado da T4F com o publico em seus espetáculos é um exemplo a ser seguido. Tudo devidamente sinalizado e preparado para receber plateia e artistas. Além do excelente vídeo no telão indicando todos os pontos da arena como saída de emergência, sanitários, postos médicos e bares.

 

SHOWS

Whitesnake

A apresentação com 1h15 de duração iniciou às 20h em ponto, daí perdi o começo por causa da coletiva com o Judas – em Brasília verei desde o começo –. A “Cobra Branca” aproveita a turnê no país para divulgar seu 12º álbum, intitulado Forervermore que foi muito bem recebido pelo publico e pela critica. A energia dos “velhinhos” é impressionante e o setlist mescla com perfeição canções novas com a homônima que dá título ao CD e clássicas como “Love Ain’t No Stranger”, “Is This Love” e “Here I Go Again”.

Nesta segunda vez que vi o Whitesnake ao vivo – a primeira foi em 97 com Megadeth e Queensrÿche  –, novamente saí maravilhado. Atrevo-me a dizer que mesmo basicão, sem a pirotecnia, palco elaborado e trocas de figurino frequentes, eles se saíram melhor na noite que seus conterrâneos do Judas. Mas aí já também pode ser uma questão de gosto né? Qual a sua preferida?

Eu não curti foram os males educados gritando Judas Judas Judas!, ainda durante o show de Covardale e cia. #morri

Whitesnake Setlist Arena Skol Anhembi, São Paulo, Brazil 2011, Forevermore Tour

 

Judas Priest

As quatro décadas a serviço da musica, atestam a desenvoltura no palco e a loucura dos fãs. As 22h10 o Judas Priest tomou o palco para 2h15 de diversão com direito a raios lasers, fumaça e fogo, troca constante de figurino pelo vocalista e um palco repleto de mimos para compor o ambiente, como correntes, tridentes um telão que além de belas imagens, mostravam as clássicas capas de discos da banda, conforme o setlist avançava.

Como você pode notar no setlist publicado abaixo, não faltaram clássicos, só não curti que a fodástica “Breaking the Law” continua sendo executada sem o vocal de Halford, que deixa a cargo do publico.

Voltando aos gritos inconvenientes da galera sem noção, desta vez no show do Judas, alguns miseráveis gritavam palavras pesadas contra o vocalista Rob Halford, por causa da sua orientação sexual. Me poupem, homofobia não pode mais ser aceita, e se você é contra o vocalista ser gay, porque não foi embora para casa hein? #ignorante

Galera de Belo Horizonte e Brasília, vocês não podem perder esse show, não sei como foi na cidade do Rio de Janeiro, mas deve ter sido tão vibrante como foi para as mais de 25.000 pessoas que tomara a Arena Anhembi em São Paulo.

Judas Priest Setlist Arena Skol Anhembi, São Paulo, Brazil 2011, Epitaph

Nos vemos lá!

Galeria de Fotos:

Crédito: Cristiano Porfírio

 

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