Finalmente fui conferir a produção “La La Land – Cantando Estações“, e além da resenha neste post lhe presenteio com uma série de posteres e as referidas indicações ao Oscar.

Bem, para ser honesto, preciso dizer que não sou fã do gênero musical, tanto que os únicos bem cotados durante toda minha vida são: “O Mágico de Oz” (1939), “Estranho Mundo de Jack” (1993), “Moulin Rouge!: Amor em Vermelho” (2001) e “Tenacious D: Uma Dupla Infernal” (2006). Pensei que havia gostado de “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (2007), mas o sentimento agradável durou até assistir novamente, pois acabei achando chatérrimo. Só uma dúvida, posso dizer que “Metallica Through the Never” (2103) é um musical? =D
lalaland_11 (1)Você pode questionar a minha birra com os musicais, pois admito que tenho dificuldade com atores que tem a reação de cantar perante qualquer ação banal, tal qual tropeçar, atender o telefone, tomar banho na chuva e etc. A sequencia inicial “La La Land – Cantando Estações” é um ‘porre’, afinal, não me conquista o fato de que com sol a pino, pessoas em um engarrafamento, larguem seus carros para ficarem cantando abestadamente.
Felizmente, a partir desta continuidade, o longa toma outra dinâmica e agrada em cheio todos que estão preparados para curtir novas emoções cinematográficas.
LLL_D01_00056_R2-(1)O diretor Damien Chazelle, assumido fã de jazz, dirigiu dois filmes (“La La Land – Cantando Estações” e “Whiplash: Em Busca da Perfeição“) que divulgam esta linda manifestação artístico-musical; além da direção segura, Chazelle também é responsável pelos roteiros. Uma curiosidade, o rapaz competente, além das duas produções, foi um dos escritores do ótimo “Rua Cloverfield 10” (2016). Ele está com tudo!
Em relação aos atores principais a química é sensacional; Emma Stone está espetacular e Ryan Gosling também tem seus ótimos momentos, tanto que ambos concorrem ao Oscar em suas categorias principais no quesito atuação. Não esqueça que Emma venceu o Globo de Ouro por este papel, deixando-a mais cotada ainda na premiação.
lalaland_9 (1)O argumento apresenta os esforços de uma atriz Mia [Emma] que está em busca de um lugar ao sol, e os de um tecladista Sebastian [Ryan], fanático por jazz, que sonha em abrir seu próprio clube. Um romance concatena os dois protagonistas sem cair no clichê amoroso de produções cinematográficas.
Com uma direção de arte belíssima, lindas coreografias e uma trilha sonora ‘redondinha’, prestigiando o equilíbrio entre as canções e as linha do roteiro, “La La Land – Cantando Estações” diverte e emociona sem moderação.
O mote de “La La Land – Cantando Estações” é que todo mundo pode ser feliz, pois todos estamos aptos para batalhar pelos nossos sonhos, basta ter gana e não desistir nunca.
lalaland_10 (1)Me identifiquei com o personagem Sebastian, que luta para que o jazz permaneça vivo nos corações e mentes das pessoas. É um sentimento que tenho em relação ao rock, pois busco estimular para que o bom e velho roquenroll não seja esquecido, inclusive sonho ter um espaço na qual eu possa divulgar o estilo para os frequentadores.
Cotadíssimo ao Oscar com 14 indicações: Melhor filme, Melhor roteiro e direção para Damien Chazelle, Melhor trilha original, Melhor canção original para “City of Stars” e “Audition”, Melhor atriz para Emma Stone, Melhor ator para Ryan Gosling, Melhor figurinoMelhor montagem, Melhor fotografia, Melhor edição de som, Melhor mixagem e Melhor direção de arte, o longa “La La Land – Cantando Estações” vai começar a sofrer pressão dos haters, que irão detona-lo, sem se dar ao trabalho de conferir. Lamentável!
La La Land – Cantando Estações” trafega Na Rota com maestria, merecendo nota 9,5. Assista!

Posters

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