Um filme que apresente batalhas homéricas entre robôs e monstros alienígenas – ambos gigantes – pode ser ruim? Confira a nossa resenha!

Círculo de Fogo: A Revolta” (2018), a aventura de ficção científica dirigida por Steven DeKnight tem a responsabilidade de suceder o blockbusterCírculo de Fogo” (2013), criada pelo mexicano Guillermo Del Toro, que dirigiu o original, assumindo dessa vez o cargo de produtor.

Em relação à troca na direção, os fãs se preocuparam com este novo capítulo, afinal, Steven DeKnight não tinha experiência na direção de longas, apenas alguns episódios em séries como Spartacus, Demolidor, Angel e Buffy, mas no frigir dos ovos, a obra de DeKnight é superior à de Del Toro em vários pontos.

A história apoia-se em clichês, temos o protagonista desajustado – Jake Pentecost (John Boyega) – que encontrará a contragosto o seu lugar no mundo; o rival do mocinho – Nate Lambert (Scott Eastwood) – em um arco que lembra as tretas do clássico “Top Gun” (1986); a jovenzinha perdida – Amara (Cailee Spaeny) – que se torna essencial; e, mais uma penca de personagens que vão pipocando na tela tentando fazer o roteiro funcionar.

É interessante perceber o quanto John Boyega tem-se destacado, o ator que despontou em “Star Wars: O Despertar da Força” (2015), protagoniza seu quarto filme, e além de atuar em “CdF: A Revolta”, também deixa sua assinatura como produtor. Pelo jeito, o rapaz está sabendo investir a bufunfa polpuda advinda da saga SW.

Quando dizem que a união faz a força, acredito que “CdF: A Revolta” acaba de jogar essa teoria por terra. O roteiro escrito a cinco mãos, não foi beneficiado por esse mutirão. Mas responda com sinceridade, você busca argumentos críveis em um filme no qual o tema trata de embates entre seres gigantescos? Se a resposta for sim, acredito que seja melhor buscar outras opções dentro do variado leque de produções cinematográficas, que tal escolher algo da escola iraniana?

Novamente, vamos ser sinceros, “CdF: A Revolta” é uma produção que versa sobre robôs gigantes impedindo que monstros alienígenas colossais destruam o nosso mundo, gerando assim, deliciosas cenas de combates para o nosso deleite. Isso sim é o suprassumo da diversão! E o filme nos diverte com maestria, graças a uma direção de arte competente, efeitos especiais competentes e cenas de ação de tirar o fôlego.

Quem nunca assistiu as versões de Godzilla, séries de heróis como Spectreman e animações como Piratas do Espaço? Quem nunca curtiu a diversidade do anime Evangelion?  Quem nunca jogou no Playstation 2 o deleitoso War of Monsters? Quem respondeu nunca, simplesmente não sabe o que é ter prazer com a destruição graças aos embates de robôs, criaturas e qualquer coisa que o valha em dimensões desproporcionais. Pode isso, Arnaldo?

Círculo de Fogo: A Revolta” é tudo o que eu esperava: bonito, trágico e envolvente. Se ligue nesta rota, basta desligar o cérebro e se divertir. #simplesassim

Confiro a “CdF: A Revolta” nota 7.0.

Ah, 1: a resenha está redundante propositadamente, quem sabe assim você não se toca de uma coisa: não curte esse tipo de filme, não assiste criatura, para de encher o saco dos outros. #prontofalei

Ah, 2: deixa eu dar uma dica, os posters internacionais do filme são bonitaços, clique aqui e confira.

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Post de Cristiano Porfirio

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