O carismático Dwayne Johnson, produz e atua em “Arranha-céu: Coragem sem Limite”, um thriller assumidamente inspirado em produções clássicas como “Duro de Matar” e “Inferno na Torre”, com pitadas de aventura e drama familiar que se desenvolve nas ‘alturas’, em um edifício recém-inaugurado, conhecido por Pérola, que tem 225 andares.

Escrito e dirigido pelo californiano Rwason Marshall Thurber, conhecido por produções modestas como “Com a Bola Toda” (2004), “Família do Bagulho” (2013) e “Um Espião e Meio” (2016), o ousado “Arranha-céu: Coragem sem Limite”, que custou a bagatela de 125 milhões de dólares, provavelmente teria se saído melhor nas mãos de outro diretor. Não que o filme seja ruim, mas Marshall Thurber, talvez por inexperiência quando o assunto é suspense, não consegue oferecer ao espectador a dose certa de tensão nos momentos de clímax.

A produção tem alguns trunfos:
– o ator Dwayne Johnson, que tem uma aura cativante e magnética na tela, sem dúvida sua escalação melhora roteiros e/ou direções duvidosas;
– o retorno de Neve Campbell, pois desde 2011, a Sidney Prescott da saga Pânico não dava às caras em uma telona, vivendo apenas de papéis e pontas em séries de TV;
– os efeitos especiais, a cargo de empresas como Image Engine Design, Industrial Light & Magic (ILM) e Method Studios, dentre outras; e
– durante a projeção, o roteiro faz questão de entregar recursos que serão utilizados resolução de situações e isso não é ruim, pelo contrário. O final tem um recurso cinematográfico muito interessante, que funciona muito bem, achei visualmente perfeito.

Visualmente, “Arranha-céu: Coragem sem Limite” é um desbunde, todas as escolhas da equipe técnica entregam um filme crível. O problema da produção está em sua execução, por faltar esmero no roteiro, algumas motivações dos personagens são questionáveis e repito, nos momentos em que o ‘bicho pega’, o diretor não consegue repassar aquela dose de tensão que faz o espectador tremer na cadeira.

Quando testemunhamos Will Sawyer (Dwayne Johnson), um veterano de guerra e ex-líder da operação de resgate do FBI, manquitolando para salvar a família ou caindo porrada com apenas uma perna, percebemos que Roberto Carlos, quando fez seus filmes de ação e aventura nas décadas de 60 e 70, perdeu a chance de ser pioneiro e inaugurar uma nova era nos cinemas.

Enfim, “Arranha-céu: Coragem sem Limite” não é ruim, segue uma rota com buracos na estrada, mas é uma ótima diversão, basta desligar o cérebro. Confiro-lhe nota 6,8.

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