Em “Operação Red Sparrow” (2018), a bailarina Dominika Egorova (Jennifer Lawrence) sofre um revés e a partir deste, tem a oportunidade em mudar a sua vida. Ação, violência e espionagem contagiantes, tudo o que gostamos de ver em um trailer, ops, filme…

Ah, o trailer, aquela preciosa e maravilhosa prévia utilizada em divulgação de produções; uma bela coleção de cenas, ligeiros fotogramas que editados da forma correta, estimulam a plateia a conferir lançamentos no cinema.

E não é que tudo fica ainda melhor, se o elenco contar com grandes nomes da indústria, como a talentosa atriz Jennifer Lawrence?

Bem, pelo menos esta era a minha pretensão. Infelizmente, a produção “Operação Red Sparrow” esbarra em entraves difíceis de entender, principalmente, quando se tem na direção Francis Lawrence – que não é parente de Jennifer -, um profissional competente, responsável por ótimas obras, como “Constantine”, “Eu Sou a Lenda” e a trilogia “Jogos Vorazes”.

Operação Red Sparrow” começa de forma exemplar, entregando tudo que o trailer oferece, relembrando: ação, violência e espionagem. Mas infelizmente, o que temos no decorrer da exibição, é uma série de eventos mal utilizados em prol do filme. Não faltam pontas soltas, que entregam uma narrativa cansativa; vamos a um exemplo prático, todo o extenuante treinamento psicológico, no qual os recrutados (Sparrows) são submetidos, não é utilizado no decorrer da trajetória deles, o que invalida este arco na história. Todas as doses de perversão sexual, administradas aos futuros espiões, parecem servir de desculpa para exibir gratuitamente a nudez de Lawrence. O tal thriller erótico, divulgado no marketing do filme, sem trocadilhos, é uma grande furada.

Os atores estão desperdiçados, caso esteja em busca de um filme que tenha ação, violência e espionagem, além de uma figura feminina forte, opte por “Atômica” (2017), que tem Charlize Theron como protagonista. Vale lembrar ainda, que a culpa de Jennifer Lawrence não estar tendo uma atuação de Jennifer Lawrence, não é dela, e sim de tudo o que falei acima.

Vou conferir nota 5.5. Antes que você pergunte: ué, falou tão mal do filme, por que a nota razoavelmente boa? Vamos à resposta: Apesar do filme transitar em uma rota esburacada durante toda a projeção, a parte técnica merece elogios; a cena do balé é tensa e agoniante; e, com certeza fui atingido em cheio pelo míssil da expectativa, graças às ótimas prévias e a escalação de Lawrence, um conjunto de fatores que empolgou.

TRAILER

Post de Cristiano Porfirio

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